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O Quartel

A atual galeria municipal foi inaugurada no dia 31 de agosto de 2013, no edifício do antigo quartel dos bombeiros municipais, no largo de Sant`Ana. Veio substituir e dar continuidade à antiga galeria municipal, que teve como diretor artístico o escultor Óscar Guimarães, desde a sua abertura, em outubro de 1996 até outubro de 1999. Esta galeria funcionou regularmente, durante 17 anos, junto à praça do município, com a função de divulgar a arte contemporânea e os artistas que a representam.

Em junho de 2016, tomou a designação de Quartel da Arte Contemporânea – Coleção Figueiredo Ribeiro, após a assinatura de um contrato de comodato entre a Câmara Municipal de Abrantes e o colecionador de arte contemporânea portuguesa, Figueiredo Ribeiro. O espaço do Quartel passou a ser o palco de apresentação deste valioso acervo, que inclui mais de um milhar de obras dos nomes mais relevantes da arte portuguesa das últimas décadas e de muitos artistas emergentes.

Com a abertura do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte (MIAA), em dezembro de 2021, a exibição da Coleção Figueiredo Ribeiro transitou para duas salas deste novo museu, deixando o Quartel como espaço privilegiado para a divulgação de artistas da região. Assume-se, ainda, como espaço de experimentação, no campo das várias artes, o que se traduz na concretização de oficinas e desenvolvimento de projetos in loco.

Comporta três espaços distintos. Os pisos 0 e 1, como área de exposições e o piso -1 destinado à concretização de atividades pedagógicas, no campo das artes visuais, workshops e realização de pequenos eventos de caráter artístico e cultural.

Enquanto espaço arquitetónico e expositivo caracteriza-se pela flexibilidade e possibilidade de ordenação. O uso da grande área ou a formação de pequenos espaços, delimitados por painéis amovíveis, permitem a cada exposição criar um novo espaço cénico capaz de mostrar um momento expositivo diferente.

Registos, os relicários da memória

07.03.26 - 27.06.26

A exposição "Registos, os relicários da memória" convida a uma viagem pelo universo íntimo da devoção popular portuguesa. Mais do que simples objetos de culto, os "registos" são janelas para uma espiritualidade que funde a fé dogmática com a liberdade criativa do artesanato vernacular.

No centro de cada peça, a pagela ou a estampa de um santo serve de âncora visual. Contudo, é no seu invólucro que o mistério se adensa. Protegidas por pequenas caixas de vidro — autênticos microcosmos de proteção — estas imagens são elevadas ao estatuto de objeto artístico através de uma ornamentação exuberante. Sedas e veludos providenciam o cenário; flores de papel, tecidos meticulosamente moldados, missangas e galões dourados criam uma moldura de luz e cor que transforma o papel comum num tesouro sagrado. A beleza nos registos não é meramente decorativa; é uma ferramenta de mediação espiritual. O ato de embelezar é, em si mesmo, uma forma de oração.

Estes objetos funcionavam como sentinelas do lar, guardiões de promessas e de afetos familiares passados de geração em geração. Guardam a memória de quem os fez e de quem neles confiou, mas encerram também um profundo mistério: o que se esconde atrás das dobras do tecido? Que prece motivou aquela decoração tão minuciosa?

Ao percorrer esta mostra, o visitante é desafiado a olhar para além do vidro. "Registos" celebra a beleza do detalhe e a persistência de uma identidade cultural que, entre o sagrado e o decorativo, encontrou uma forma única de materializar o invisível.


Artistas
Três núcleos expositivos, três olhares sobre o Sagrado: Coleção Família Marçal Ruivo da Silva, Os registos da Micá e Registos tradicionais do Pego, Abrantes.

Exposições

Exposições realizadas na Galeria Quartel - Galeria Municipal de Arte:

2025

  • - O invisível nasce a azul - Exposição coletiva de cianotipia - Participantes das oficinas: Alunos do Curso de Artes Visuais da Esc. Sec. Solano de Abreu, (10.º, 11.º e 12.º ano); Alunos do Programa Integrado de Educação e Formação e alunos do Curso de Educação Vocacional de Abrantes da Esc. Sec. Dr. Manuel Fernandes; Academia Sem Fios; Universidade da Terceira Idade de Abrantes; Jovens + Artes = Mudança e outros participantes. + Mapa das Pessoas, exposição desenvolvida pelo O Meu Escritório é lá Fora!, no âmbito do projeto Caminhos Literários — Botto, Camões, Gil Vicente e outros que por cá passaram... - Curadoria: Luísa Lisboa

2023

  • - ESSA'arte - Alunos do Curso de Artes Visuais da Escola Secundária Dr. Solano de Abreu - Curadoria: Hugo Dinis
  • - Pedro Gouveia e os Outros - Alfredo Luz, Ana Dias, António Santiago Areal, António Vasconcelos Lapa, Arpad Szenes, Artur Bual, Barceló, Carlos Eurico da Costa, Carlos Saramago, Cruzeiro Seixas, Elsa Gonçalves, Engrácia Cardoso, Eurico Gonçalves, Fernando Fernandes, Figueiredo Sobral, Gabriel Garcia, Heitor Figueiredo, Helder de Sousa, Hilário, Ilda Bragança, Isnard Barroso, José de Guimarães, José Ralha, Kaio Ribas, Kaunda Simão, Luzia Lage, Maria Lucília Moita, Mário Botas, Mário Cesariny, Mário Cordeiro, Mário Silva, Mécia, Moleke, Neves e Sousa, Orlando Peres, Paula Rego, Paulo Alves, Pedro Gouveia, Raúl Perez, Regina Chulam, Ricardo Casimiro, Ricardo Fontinha, Rinoceronte, Sérgio Vieira, Susana Rosa, Teresa Black, Vieira da Silva. - Curadoria: Pedro Gouveia

2022

2020

2019

2018

  • - Do meu lugar o que eu vejo - Inês Norton - Curadoria: Hugo Dinis
  • - No princípio - Henrique Vieira Ribeiro - Curadoria: Adelaide Ginga
  • - Birbante - Pedro Henriques - Curadoria: Nuno Faria

2017

Exposições realizadas na Galeria Municipal de Arte de Abrantes:

2016

2015

2014

2013

Conversas

Um projeto diferenciador, baseado na cultura do conhecimento e da criatividade que se sustenta numa parceria entre o Município de Abrantes, a jornalista Ana Sousa Dias e a Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (ESTA). O projeto visa a criação de um produto cultural audiovisual, resultante de entrevistas diretas, realizadas pela conceituada jornalista Ana Sousa Dias aos autores que compõem a paleta programática expositiva da Galeria Municipal.

As “Conversas de Quartel” são um elogio à conversa, dando a conhecer diferentes personalidades ligadas à arte, incluindo talentos locais, acompanhando o percurso do entrevistado e detendo-se sobre os aspetos particulares da sua atividade, as suas convicções e dúvidas, sempre sob uma perspetiva jornalística. O registo intimista, potenciado pelo cenário de arte contemporânea e pelo espírito do lugar, facilitam o acesso ao conhecimento e permitem discutir os caminhos do panorama artístico atual, internacional, nacional e local.

Para além do registo do discurso expositivo, com apoio de alunos de Comunicação Social da ESTA, criar-se-ão repositórios audiovisuais que serão difundidos através dos diferentes canais de comunicação municipais.

Entrevistas já realizadas:

  • - Catarina Castel-Branco, exposição “Biombos”
  • - António Vasconcelos Lapa, exposição “Voando – Cerâmica Contemporânea”
  • - José de Guimarães, exposição “Provas de Contacto”
  • - David Quiles Guilló, curador da exposição “Meta”/ The Wrong - New Digital Art Biennale - Creative Camp
  • - Victor Mestre e Sofia Aleixo, exposição de arquitectura “HERITAGE CONTINUITY and ethical link”
  • - Tomás Dias, exposição “Gravura / a oficina, a técnica e o impressor”

Ver no Google Maps contactos T 241 331 408
T 241 330 100 (Tecla 6 + Opção 3)
E museusdeabrantes@cm-abrantes.pt

Horário de Funcionamento

Terça-feira a sábado das 14:00 - 17:30. Encerra ao domingo, segunda-feira e feriados (exceto 14 de junho). Última entrada 30 minutos antes do encerramento.

Visitas Orientadas e Serviços Educativos.(marcação prévia com antecedência mínima de 15 dias para museusdeabrantes@cm-abrantes.pt)

Entrada Gratuita

Morada

Largo de Sant'ana. 2200-348 Abrantes
Coordenadas GPS: 39,46423°N 8,20093°O

Mapa

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